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18/08/2004 14:59
Nunca falei sobre a origem do meu apelido. É sobre um filme francês, O fabuloso destino de Amélie Poulain.
Por mais que eu queira falar, sempre vai faltar alguma coisa, porque ele tem muitos sentidos.
Sensibilidade, delicadeza, desejos inconscientes são retratados no filme.
As personagens são caricaturas e, se olharmos com cuidado, muito parecidas com as pessoas que convivemos.
Mas a personagem principal, Amélie, que no início do filme é alienada, sem jeito, sem objetivos...consegue se descobrir e se assumir, quando no decorrer do filme (se quiser saber mais detalhes você vai ter que assistir) ela entra em contatos com diferentes e inesperadas situações, que são bem diferentes das que tinha vivido desde a sua complicada infância.
Então, ela sente a importância que tem, percebe sua segurança e começa a se interessar pelo jeito de ser dos outros e mudar a vida dos que a rodeiam.
O homem de vidro, que sempre pintava quadros de Renoir, mas nunca tentou um próprio - talvez por medo de não ficar perfeito (que erro!), tenta ajudar Amélie, mas a garota descobre que ele é mais frágil que ela, o que não a impede de pensar em seus conselhos. Toma coragem e, entende que todos temos inseguranças.
Isso também se encaixa em seu relacionamento com Nino, que também tem hábitos incomuns, o que mostra que todos somos meio estranhos e achamos que é estranho o que é diferente da gente.
O álbum de fotos rasgadas e coladas, talvez seja uma metáfora para entendermos que, apesar de nossa história ter fatos que nos machucaram, falhas que não conseguimos preencher, não nos impede de ter autonomia sobre nossa vida, de ter nosso jeito de ser, e viver novas experiências.
Tô obcecada pela idéia de assistir Olga.
Tenho o livro na cabeça desde que fiz meu anteprojeto, sobre livro-reportagem e as obras de Fernando Morais. Fiquei sem vontade de ler na época, mas quero ver o filme, que apesar de eu achar que não é grande coisa, e que é do tipo de filme que eu acabo esquecendo, acho que vai ser ótimo eu ver, mesmo que seja só para postar uma mensagem falando dele.
Mágoa e raiva. É o que sinto quando uma pessoa não dá certo. Odeio pessoas que acabam, pessoas perdidas. Acho que todo mundo sente isso.
E eu nem fico o tempo todo tentando provar que eu sou indiferente, porque eu acho que quando você quer provar que está tudo bem com você, é porque não está. Quando você faz de tudo para mostrar alguma coisa, é porque não é verdade. A melhor coisa a fazer é você ser você mesma, ter paz na sua consciência, nunca prejudicar ninguém.
É comum quando você termina um relacionamento, namoro, amizade,... o outro sair falando mal da gente. Já conversei com várias pessoas sobre isso, e todos chegamos à mesma conclusão: depois que acaba, o outro sente muita raiva e quer deixar você mais triste que ele, então sai falando umas coisas sem sentido, que você sabe que não tem nada a ver, como dizer que você sentia inveja ou queria competir. Aí a gente realmente fica triste, porque sabe que essa pessoa que foi embora nunca teve motivos para pensar isso, e que você sentia o contrário disso, como um carinho natural, que vem da admiração que você tem pelos seus amigos.
Algumas pessoas podem te estranhar, achar que você está errada, ou que deveria ser uma pessoa melhor, mas vale a pena eu me preocupar com a minha consciência e não com a minha reputação. Porque a minha consciência é como eu sou por dentro, e a minha reputação é o que as pessoas pensam. E o que as pessoas pensam é problema delas!
Eu não tenho mais raiva, então eu acho que descobri o meu coração, que tirei a coberta, descobri a identidade dele. Porque o meu coração não tem a identidade de alguém que odeia, que quer se vingar. O meu coração entende. Talvez essa pessoa se sinta mais perdida do que eu me senti.
Estava com uma vontade muito grande de escrever tudo isso.
O que vocês acham?
enviada por Amélie Poulain
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